Paulo Nazareth | Brasil

Artista contemplado com o Prêmio de Residência Arquetopia_Videobrasil na Arquetopia (Puebla, México)

É artista visual. Suas obras envolvem instalação, objeto, vídeo, fotografia e performance. Artista andarilho que realiza longos trajetos, muitas vezes percorridos a pé. Seu trabalho reflete sobre as conexões entre pessoas e continentes na constituição de identidades, revistas sob a luz de suas raízes biográficas, escancarando suas questões sociais e políticas ao operar no limiar entre ironia e franqueza. Suas exposições incluem as individuais Old Hopes, Mendes Wood DM, São Paulo (2017); Genocide in Americas, Galeria Meyer Riegger, Berlim (2015); The Journal, Institute for Contemporary Arts, Londres (2014); as coletivas  OSSO: Exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); Imagine Brazil, Astrup Fearnley Museet, Oslo (2013); entre outras, além das bienais de Veneza (2013), Lyon (2013), Montevideo (2013) e Benin (2012); entre outras. Vive em Belo Horizonte.


L’Arbre D’Oublier | 2013, vídeo
Cine África | 2012-2013, vídeo
Cine Brasil | 2012-2013, vídeo
Ipê Amarelo | 2012-2013, vídeo

Os longos trajetos a pé de Nazareth questionam a ideia de fronteiras e a escala global. Em L’Arbre D’Oublier, filmado em Ouidah, que sediou um dos maiores portos de tráfico negreiro da África, o artista volteia 437 vezes a Árvore do Esquecimento, ao redor da qual os homens eram obrigados a dar sete voltas, num ritual para apagar a memória do passado.  O gesto performático, tentativa poética de rebobinar a história, é repetido por Nazareth em torno de outras árvores, na África e no Brasil, como um ipê amarelo, símbolo nacional do país.

artistas selecionados pelo edital de obras