Carlos Monroy | Colômbia

É artista e pesquisador. Suas performances questionam as fronteiras entre repertórios ditos de alta cultura, de cultura popular e de cultura de massa, bem como os limites institucionais dentro dos quais essa linguagem passou a ser enquadrada entre o final do século XX e o início do XXI. Para tanto, propõe o termo “Re-formance” com o qual interpreta procedimentos como os da repetição e cópia de forma positiva, vendo-os como ferramentas de criação e de crítica. Formou-se em Artes pela Universidade de los Andes, Colômbia, em 2008, e concluiu mestrado em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo (USP), em 2014. Foi pesquisador do International Center for Arts of the Americas, ligado ao Museum of Fine Arts, Houston (ICAA-MFAH), nos Estados Unidos, ao longo de 2009, escrevendo resenhas críticas sobre a história da performance na Colômbia a partir dos anos de 1960. Em 2012, participou do programa para performers emergentes da New York University (NYU), no mesmo país. Realizou as mostras individuais Monroy’s Living Cliche Since 1984, Oficina Cultural Oswald de Andrade (São Paulo, 2014) e SCOTOMA, Ateliê 397 (São Paulo, 2014), entre outras. Sua participação em exposições coletivas inclui a Mostra 3M Canções de Amor, Instituto Tomie Ohtake, (São Paulo, 2014); e Rencontre Internationale d’art performance de Quebec, (Canadá, 2012). Vive entre Bogotá e São Paulo.

Llorando se foi. O Museu da Lambada. In memoriam de Francisco “Chico” Oliveira | 2015, instalação

A consagração da lambada como elemento da cultura brasileira e o crescimento exponencial da imigração laboral de bolivianos para São Paulo, no fim dos anos 1980, são o pano de fundo da obra, que explora o caso de plágio da canção Llorando se fue [Chorando se foi], criada pelo grupo boliviano Los Kjarkas, remixada na Europa por um certo Chico de Oliveira e lançada pela banda Kaoma no Brasil. Registros de mídia, objetos e produções audiovisuais lembram a lambada como fenômeno midiático internacional, que apresenta ao mundo o país da dança proibida; ao mesmo tempo, acompanham o enigmático Francisco Orcossupa Olivares, imigrante boliviano, músico, costureiro e disseminador local da cultura da lambada.